Qualidade, bom atendimento e um pouco de experiência é a receita de Wagner Saito para sobreviver à pressão do impostos sobre a microempresa. Há pouco mais de um ano, ele comprou uma lanchonete no centro de Londrina e diz que não tem do que reclamar. ''Ainda não abri outra porque falta o ponto ideal'', afirma.
No caso de Saito, a boa fase é a recompensa de um passado amargo. Antes da lanchonete, ele era sócio de uma assistência técnica para ferramentas elétricas que passou dois anos no prejuízo. Cansado de perder dinheiro, ele optou pelo ramo alimentício que, na sua opinião, tem um retorno mais rápido. Ali, ele investiu 70% do que retirou da sociedade antiga que foi criada após nove anos de trabalho no Japão.
Em seu estabelecimento Saito emprega quatro pessoas que ganham entre R$ 350,00 e R$ 400,00 por mês. Descontando todas as despesas, Saito consegue um lucro de, aproximadamente, 26% do faturamento. ''Cresci dentro do bar dos meus pais e aprendi muito com a crise da outra empresa'', lembrou o comerciante.
Para Saito, a maior 'pedra no sapato' dos microempresários são os impostos e encargos que hoje são 'pesadíssimos'. Assim como muitos brasileiros, ele diz que esperava mais do novo governo, embora acredite que ainda é cedo para avaliar. ''Quem quiser investir hoje precisa ter pé no chão'', finaliza.

mockup