O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que o programa de lançamento de novos veículos pode ficar comprometido se a alíquota do Imposto de Importação de peças subir para 16% ao término do regime automotivo, no ano 2000. Este é o ponto mais polêmico na discussão da política industrial do setor pós-regime e, em razão deste impasse, é pouco provável que seja fechado acordo na reunião de cúpula do Mercosul na próxima semana.
Segundo o presidente da Anfavea, o aumento do imposto elevará custos. Com isso, determinados projetos de novos modelos podem ser alterados ou cancelados. Isso diz respeito sobretudo aos modelos que dependeriam mais de componentes importados. ‘‘Estamos indo na contramão da história; enquanto o mundo todo reduz custos nós aumentamos os nossos’’, afirmou.
As montadoras ainda vão tentar baixar o imposto das peças para 8%. Mas, ao mesmo tempo, têm pressa em fechar acordo com os fornecedores e governos do Mercosul justamente para programar os próximos lançamentos e investimentos.

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