A informação sobre o valor do imposto cobrado na venda da gasolina A (vendida pela Petrobras às distribuidoras, ainda sem a mistura de álcool) está surpreendendo os consumidores. Segundo relatório do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), 64,43% do valor é composto por impostos. A entidade lançou no Estado, esta semana, campanha para levar a informação aos consumidores e está distribuindo banners para todos os postos do Paraná. Em Londrina, os banners começaram a ser fixados nos postos ontem.
‘‘O governo está levando muito’’, reagiu o gerente-administrativo Francisco Lázaro Lettiere. ‘‘Eu não sabia o valor do imposto. É uma informação que o governo esconde’’.
Antonio Carlos de Oliveira Pinto, suporte de informática, se assustou com a informação. ‘‘64%? Não sabia que era tanto. Essa iniciativa é válida porque muitas pessoas, como eu, não sabem que pagam a maior parte do preço da mercadoria em impostos.’’
O corretor de imóveis Edinart Rodrigues também não imaginava como era composto o preço da gasolina que sai da refinaria. ‘‘Imaginava que alguém estava lucrando muito com esses aumentos abusivos. É um absurdo. O governo lucra com tudo. O motorista paga para trafegar, para trabalhar, para estacionar’’.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, lançou a campanha em Londrina e Maringá ontem, e informou que em uma semana, no máximo, todos os postos do Estado receberão os banners. Uma cópia do relatório preparado pela entidade será enviado à Promotoria de Defesa do Consumidor, que está reunindo informações para uma ação civil pública para apurar os aumentos de preços.
Recadastramento A Agência Nacional do Petróleo (ANP) encerrou ontem o prazo de recebimento de documentos para recadastrar os postos de gasolina existentes no Brasil. Oficialmente, há cerca de 28 mil revendedores mas, devido a duplicidade de registros ou encerramentos não comunicados, a ANP acredita que o número real esteja próximo de 25 mil. O diretor da ANP, Luiz Augusto Horta, disse que a agência recebeu os documentos referentes a cerca de 20 mil revendas. ‘‘Quem não entregou vai ter de pagar uma multa para se recadastrar’’, explicou. Apesar dos 60 dias de prazo para que a documentação chegasse à ANP, cerca de cinco mil postos deixaram para entregar a papelada no último dia. (Com AE)

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