Embora a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) seja pequena se comparada com o total da arrecadação pública - são R$ 35,5 milhões do imposto no total de R$ 914 bilhões -, o tributo é importante ao governo porque permite o custeio da máquina pública e o aumento dos gastos. ‘‘É a ganância do governo. A CPMF é ‘tribulosa’, uma contribuição gulosa de um governo guloso. Esse imposto serve para fins eleitorais’’, observa Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto de Planejamento Tribuitário (IBPT).
  Já o economista Gilmar Lourenço, de Curitiba, acrescenta que a cobrança da CPMF deixa o governo em situação confortável, uma vez que a parcela do orçamento que seria destinada à saúde, previdência e para programas sociais pode ser utilizada para outras funções. ‘‘O governo fica solto para aumentar os gastos correntes, como o custeio da máquina pública e o pagamento dos juros, ao invés de privilegiar gastos com a infra-estrutura, que vai garantir o crescimento do País. (A CPMF) É conveniente porque 2008 é ano eleitoral e o governo precisa de uma boa base para 2010’’, diz. (F.M.)

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