SÃO PAULO - O governo ‘‘esqueceu’’ de incluir o valor dos impostos no reajuste de combustíveis, segundo distribuidoras. A questão foi levantada ontem e todas as distribuidoras e postos foram convocados a refazer os cálculos para definir quanto custará o produto nas bombas. Ontem pela manhã, vários postos da capital paulista começaram a receber combustíveis com preços mais altos do que na véspera, e os revendedores protestaram.
As distribuidoras alegaram que o erro seria do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC). ‘‘As distribuidoras alegaram que o DNC esqueceu de incluir o PIS e a Cofins no cálculo dos novos preços’’, afirmou ontem o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia.
O governo vai esperar passar os dez primeiros dias a partir do aumento dos combustíveis para iniciar os processos contra os donos de postos e distribuidoras que abusarem na majoração de preços, segundo o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Nelson Lins de Albuquerque. ‘‘Quem aumentou os preços abusivamente e depois os baixou, vai ser punido’’, afirmou. ‘‘Poderemos até fechar postos’’, ameaçou o ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito.

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