Imposto é estímulo ao contrabando de cigarros
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Fabíola Salvador<br> Agência Estado 
Brasília - O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider, disse ontem, na Câmara dos Deputados, que a incidência de impostos sobre a cadeia produtiva do fumo no Brasil, que toma 51% do faturamento do setor, é um dos principais estímulos para o contrabando deste produto. Durante audiência pública, ele lembrou que o cigarro contrabandeado abastece 30% do mercado brasileiro.
Para coibir a pirataria, ele defendeu a desoneração do segmento, decisão que beneficiaria 60 mil famílias de produtores de tabaco, matéria-prima para cigarros e charutos, que poderiam ser incorporadas ao processo produtivo para suprir o percentual contrabandeado. ''Não há dúvidas sobre o prejuízo causado ao setor. Quanto mais aumentar a tributação, mais haverá contrabando'', alertou Schneider.
Ele acrescentou ainda que outra preocupação dos produtores de fumo são as campanhas contra o consumo de cigarro, um dos derivados do tabaco. De acordo com o representante dos fumicultores, esta mobilização provocou, em três anos, a redução da área destinada a esta cultura, de 450,9 mil hectares na safra 2005/06 para 375,1 mil hectares na safra 2007/08. Diante desta queda, Schneider afirmou que os produtores deixaram de ter neste período uma receita de R$ 760 milhões. As informações são da assessoria de imprensa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.


