IMPOSTO DE RENDA
Todos os anos a história se repete: muitos dos contribuintes que declararam o Imposto de Renda (IR) aguardam ansiosos pela restituição do dinheiro. Na tentativa de facilitar a vida dos clientes, diversos bancos têm oferecido a antecipação da restituição do tributo. A liberação do dinheiro, entretanto, implica a cobrança de taxas de juros. Os economistas, por sua vez, dão dicas e orientam os consumidores sobre em que condição é interessante realizar essa antecipação.
Segundo o economista Almir Rockenbach, existem duas situações em que antecipar a restituição se torna um atrativo. Uma delas é se o cliente for substituir uma dívida, cujos juros são mais altos do os que serão pagos por esse serviço. ''Vale a pena se ele troca uma dívida mais cara por uma mais barata'', reforça o economista.
Outro momento em que a possibilidade de adiantar a restituição torna-se interessante é quando existe uma necessidade extrema do dinheiro. ''A gente sabe que o brasileiro está sempre precisando de dinheiro, isso é recorrente. Então, se esse dinheiro do IR poderá aliviar o problema, vale antecipar a restituição através dos bancos'', comenta Rockenbach.
Antes de usar esse serviço, no entanto, o economista orienta o cliente a discutir taxas de juros mais baixas com as instituições bancárias. ''Para o banco, o risco dessa operação é praticamente zero, já que esse o dinheiro do IR é quase certo'', frisa Rockenbach. A maioria dos bancos oferecem o serviço aos clientes. As taxas de juros nos bancos consultados pela Folha têm variado de 2,5% a 3,62% ao mês: na Caixa Econômica vai de 3,22% a 3,42% e no Banco do Brasil de 2,5% a 3,65%.
Apesar dessa possibilidade oferecida pelos bancos, o melhor mesmo é esperar para receber a restituição do imposto. Conforme o economista, enquanto o contribuinte não recebe o dinheiro do IR, a quantia está sendo corrigida pela Taxa Selic. ''A correção não é muito alta, mas quem ganha é o contribuinte''', afirma.





