Importados têm mercado cativo
A alta do dólar no início deste ano reduziu em 15% os negócios com produtos importados que levam marca própria de seus vendedores. Mas, esta parcela que deixou de comprar é formada por consumidores que passaram a consumir estes produtos a partir do Plano Real. Segundo Rodolfo Oscar Rossi, proprietário da ExterBras, de Curitiba, este tipo de produto tem mercado cativo. ‘‘As pessoas que normalmente consomem produtos importados não deixaram de comprar’’, afirma.
Rossi trabalha com produtos importados com marca própria desde 1991. Segundo ele, a sua empresa faz a gestão das importações entre os supermercados e os exportadores. ‘‘Nós elaboramos contratos específicos para marca própria, e fazemos, em conjunto com o cliente, o desenho da marca e programação visual da embalagem’’, disse.
Entre seus clientes estão o Makro, Atacadão, Alimentos Zaeli, supermercados Bompreço e Sonae. Rossi diz que importa produtos que não são produzidos no Brasil, como azeitonas, frutas secas, compotas, atum, além de sopas e cremes. São onze fornecedores em cinco países: Espanha, Grécia, Estados Unidos, Chile e Argentina. Os produtos são embalados no país de origem já com a marca do supermercado. Rossi diz que como o negócio é feito diretamente entre supermercados e fornecedores, o preço final ao consumidor chega a ser 15% menor do que os de produtos com marcas tradicionais. ‘‘Com a eliminação de intermediários, há uma redução dos impostos como Cofins/Pis e ICMS’’, explica.
Rossi observa que ao decidir trabalhar com marcas próprias, o empresário deve tem em mente que ele terá de ser competitivo dentro da própria loja. ‘‘Não é só tercerizar a marca própria. Tem de haver um trabalho em torno da qualidade já que está sendo colocado em jogo o nome da própria empresa’’, diz. (G.R.)

mockup