Importados para a ceia ficam mais baratos
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domingo, 17 de dezembro de 2006
Ana Paula Lacerda<br> Agência Estado 
São Paulo - No que depender dos produtos importados, a ceia de Natal deste ano será mais barata que a de 2005. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) mostrou que frutas cristalizadas, castanhas e frutas secas estão em média 10% mais baratos em 2006 do que no ano passado, e há previsão de aumento de 5% em volumes para todo o País. Segundo a pesquisa, 42% dos supermercadistas ampliaram as encomendas de produtos importados em cerca de 9%. O câmbio foi o principal motivo para a manutenção - ou até queda - dos preços.
Excluindo-se o bacalhau, que tem dimensões maiores, a uva-passa e a ameixa são os principais itens importados consumidos pelos brasileiros no Natal. Juntas, elas representam 60% do mercado em tonelagem e 40% em faturamento. De acordo com pesquisa da Apas, a tâmara e figo-turco são os itens seguintes da lista.
''As castanhas portuguesas são os itens mais procurados aqui na loja, seguidas das nozes e amêndoas'', conta Jorge da Conceição Lopes, diretor da Casa Santa Luzia. ''Este ano, os clientes também estão comprando muitos torrones. A maioria dos produtos está com o mesmo preço do ano passado, mas as castanhas baixaram.'' Com cerca de 15 mil itens à venda, Lopes conta que metade de tudo o que é vendido na casa é importado.
''O mercado de importados é maduro. O crescimento deve ocorrer principalmente nas Regiões Norte e Nordeste, onde houve aumento de renda'', diz Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Apas.
Na importadora de vinhos Expand, as vendas cresceram 30%. ''O preço está estável em relação ao ano passado, e alguns baixaram'', diz a gerente Marlene Kratz. ''Porém, a variedade está muito maior, tanto de vinhos mais baratos quanto de vinhos mais caros. Há vinhos para todos os bolsos, e as pessoas estão comprando mais.''
O levantamento da Associação Brasileira de Supermercados mostra que 37% das redes supermercadistas que vendem vinhos aumentarão em 9% seus pedidos. Marlene diz que as vendas de Natal representam 30% do que é vendido no ano todo. A informação da Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos (ABBA) é de que o faturamento de vinhos e frisantes cresce até 50% na época de festas.
O único componente importado da ceia de Natal que apresentou aumentos expressivos foi o bacalhau. No Mercado Municipal, está de 10% a 20% mais caro do que no ano passado, sendo vendido por até R$ 50 o quilo. A Apas informou que mesmo com o aumento de preço a demanda é grande e o produto pode faltar nas prateleiras.


