Importador pode ter crédito da Hungria
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sexta-feira, 04 de abril de 1997
Agência Estado 
Agência EstadoParceria intensificadaCarlos Eduardo Moreira Ferreira e o presidente húngaro Árpád Goncz ontem na Fiesp: Brasil comprou US$ 57 milhões daquele país e vendeu US$ 87 milhões no ano passadoSÃO PAULO - O governo da Hungria poderá criar linhas de crédito especiais para as empresas brasileiras interessadas em importar produtos daquele país. O desequilíbrio da balança comercial, a favor do Brasil, é antigo. Cerca de 70% do total das importações que realiza da América do Sul são de origem brasileira. A Hungria é parceira tradicional do País, mas deseja alterar esse quadro, com a ampliação das vendas de seus produtos ao Brasil.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Hungria, Árpád Goncz, durante visita feita, juntamente com uma missão empresarial daquele País, à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Goncz veio ao Brasil disposto a oferecer inúmeros produtos aos empresários brasileiros. Ele acha modesta a participação das empresas húngaras no mercado brasileiro. O valor das importações de produtos húngaros para o Brasil foi de apenas US$ 57 milhões e o das exportações, US$ 87 milhões, segundo dados fornecidos pela Fiesp.
A Hungria, que tem um Produto Interno Bruto (PIB) semelhante ao da cidade de São Paulo (US$ 44,3 bilhões), inicia agora um processo de relativa estabilidade econômica, após um período conturbado de ajuste de mais de dois anos, informou seu presidente. A população teve uma importante participação nesse esforço. A renda nacional foi reduzida em cerca de um terço, para conter a inflação e reduzir o déficit público. Uma situação semelhante a do Brasil, afirmou o presidente da Hungria.
Os resultados foram positivos a ponto da Hungria poder agora aspirar a sua integração na União Européia. Essa perspectiva torna aquele país atrativo para a realização de negócios. A Hungria também, segundo Goncz, é uma excelente porta de entrada para o mercado do Leste europeu, pela sua proximidade da Rússia e pela sua familiaridade dos países que integravam o extinto bloco socialista.
A missão húngara é composta principalmente por representantes da área de bens de capital (automação, energia elétrica, saneamento básico e telecomunicações). Também participam comerciantes e fabricantes de calçados, produtos farmacêuticos, de informática e de alimentos, além de executivos do mercado financeiro. Eles se reuniram durante o almoço com empresários ligados à Fiesp.


