Importador de carne fica mais exigente
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Andrea Vialli<br>Agência Estado 
São Paulo - Em cinco anos, as exigências em relação a rastreabilidade e saúde animal deixarão de ser uma opção para se tornarem condição para exportar carne para os principais mercados consumidores. Países como Japão, Reino Unido e a União Européia, que já possuem critérios rígidos em relação à importação de carne bovina, suína e de aves, estão se tornando ainda mais rigorosos em itens como procedência da carne e bem-estar animal. ''Para exportar para 70% do mercado, hoje, já é mandatório que essas questões sejam observadas. Nos próximos cinco anos, serão exigências formais, que podem efetivamente fechar o acesso aos chamados mercados de alto valor'', explica o especialista em saúde animal Ralph Ashmead, da consultoria canadense Serecon Management.
A conclusão faz parte do estudo ''Comparação dos sistemas de saúde animal e segurança dos alimentos nos EUA, Canadá, Austrália, União Européia e Reino Unido'', elaborado pelo especialista a pedido do Departamento do Agronegócio da Fiesp e do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). A pesquisa mapeia os principais mercados produtores e consumidores de carne bovina, suína e de aves e analisa os sistemas de saúde animal em uso por esses países.


