Brasília - A balança comercial da segunda semana de maio registrou superávit de US$ 642 milhões. No período, foi exportado US$ 1,820 bilhão em produtos brasileiros, enquanto as importações somaram US$ 1,178 bilhão e deram sinais de recuperação de fôlego. Até a última sexta-feira, o saldo acumulado no mês alcançava US$ 1,176 bilhão cifra que engordou o resultado positivo no ano e o elevou a US$ 9,302 bilhões.
Indicador da tendência favorável do comércio exterior em 2004, o superávit dos últimos 12 meses encerrados em maio chegou a US$ 80,059 bilhões, conforme os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
De acordo com os números da Secex, a média diária de exportações na segunda semana de maio foi de US$ 364,0 milhões. Trata-se de um volume superior ao das médias diárias da primeira semana e de todo o mês de abril. No mês, a média diária de embarques foi de US$ 339,4 milhões, 11,9% superior do que a de maio do ano passado. Esse aumento deveu-se, sobretudo, ao desempenho das vendas de produtos básicos e de manufaturados, cujas médias diárias cresceram 14,5% e 19,2%, respectivamente.
Em detalhes, a Secex verificou a elevação dos embarques de material de transporte (18,6%), de produtos metalúrgicos (12,8%), de petróleo e derivados (54,2%), de carnes (81,2%), de químicos (6,6%), de equipamentos mecânicos (36,2%), de calçados e couros (25,4%), entre outros, na comparação entre as médias diárias da primeira quinzena de maio de 2004 e a de igual mês do ano passado. Mas as vendas externas de soja caíram 6,7%, assim como as de papel e celulose (40,5%), de minérios (56,4%), de açúcar (14,9%) e de suco de laranja (6,8%).
A média diária de importações da segunda semana chegou a US$ 235,6 milhões cifra também superior à da semana anterior e à de abril. Na quinzena, essa média foi de US$ 221,8 milhões, o que representou um aumento de 20,9% em relação à de maio de 2004. Levando-se em conta as expansões das compras externas em abril e em março, na comparação com iguais meses do ano passado, os resultados obtidos na primeira quinzena de maio consolidam a tendência de retomada das importações.
Trata-se de um movimento que, a despeito de seus efeitos inibidores do superávit comercial, está vinculado diretamente ao reaquecimento da produção industrial e dos investimentos diretos. Na primeira quinzena de maio, a Secex constatou as elevações de 19,5% nas importações de equipamentos mecânicos e de 13,3%, nas de instrumentos de ótica e de precisão - sinais de expansão ou de renovação de plantas produtivas. Mas também verificou crescimento nas compras de equipamentos elétricos e eletrônicos (20,5%), de adubos e fertilizantes (65,5%), de siderúrgicos (12,8%) e de algodão (49,4%) - itens utilizados na produção de bens para os mercados interno e externo.

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