São Paulo-O Brasil começou o ano com desvantagem recorde no comércio com a China para um único mês, traduzida em um déficit de US$ 233 milhões, quase dez vezes superior aos US$ 24 milhões registrados em janeiro de 2006.
As importações de produtos chineses cresceram 58,2%, o maior índice entre os parceiros comerciais relevantes do Brasil. Com a alta, a China superou a Argentina e ficou em segundo lugar no ranking dos maiores fornecedores do país.
As vendas para a China aumentaram em ritmo muito menor, de 17,2%, e atingiram US$ 558 milhões, US$ 233 milhões a menos que as importações, de US$ 791 milhões.
No ano passado, a China já havia encostado na Argentina, tradicionalmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil. A diferença entre as importações de ambos os países foi de apenas US$ 60 milhões o Brasil comprou US$ 8,06 bilhões da Argentina e US$ 8,0 bilhões da China.
Com o maior ritmo de crescimento das compras de produtos chineses, é bastante provável que o país supere a Argentina entre os maiores fornecedores do Brasil em 2007.
O resultado do ano passado também indicou redução do saldo comercial brasileiro em relação à China. A diferença entre exportações e importações caiu de US$ 1,4 bilhão, em 2005, para US$ 400 milhões.
Também se manteve em 2006 a tendência de maior crescimento das importações (49,2%) do que das exportações (22,9%). Em 2005, os percentuais haviam sido de 44,3% e 25,6%, respectivamente.
Mas o grande impulso na compra de bens chineses ocorreu em 2004, com alta de 73% das importações, o que inverteu a tendência registrada até então de fortes altas nas vendas brasileiras ao país asiático.

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