Importações agrícolas serão menores este ano
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Mariângela Herédia Agência Estado 
As importações dos principais produtos agrícolas deverão ter redução de 22,3% este ano, caindo de US$ 2,6 bilhões para US$ 2 bi, segundo estimativa da Conab divulgadas ontem pelo ministro da Agricultura, Francisco Turra. Do total de 11,3 milhões de toneladas de grãos importados no ano passado, o Brasil deve comprar este ano 8,4 milhões de t. A estimativa foi feita para algodão, arroz, feijão milho, complexo soja e trigo e a redução deve-se ao aumento da produção interna.
Embora a previsão seja de um volume menor das importações de trigo, que cairiam de 6,4 milhões de t no ano passado para 5,6 milhões de t este ano, o valor pago deverá ser 15,7% maior, saindo de US$ 778 milhões para US$ 900 milhões.
Milho As compras externas de milho deverão ser reduzidas de 1,6 milhão de t para um milhão de t este ano, com queda de 30,4% nos preços finais.
No caso do arroz e do feijão, as importações também serão menores que no ano passado. O País deverá importar 50% menos de arroz, reduzindo de dois milhões de t na safra passada para um milhão de t este ano, e quase 40% menos de feijão, que cai de 190 mil para 120 mil t.
As exportações do complexo soja deverão registrar uma receita 16,8% menor este ano, segundo estimativas da Conab, caindo de US$ 4,7 bi em 1998 para US$ 3,9 b. Embora a previsão seja de um pequeno aumento de 300 mil t no volume exportado, a queda dos preços médios no mercado internacional de US$ 225 por t para US$ 184,9 por t deverá resultar num valor total inferior ao do ano passado, quando foram exportadas 21 milhões de t do complexo soja - grão, farelo e óleo. A estimativa da Conab para alguns produtos agrícolas selecionados prevê ainda uma redução de 10,1% no saldo da balança comercial do setor, caindo de US$ 2,1 bi para US$ 1,9 bi.
Taxas Turra reiterou sua posição contrária a qualquer taxação das exportações do setor agrícola. Em sua avaliação, o produto que poderia despertar maior atenção para uma medida como essa seria a soja, que registra no momento os mais baixos preços de todos os tempos. Não há nenhuma razão para taxar as exportações, e na ótica do Ministério da Agricultura não há condições de se pensar nisso.


