Importação mais cara faz Tecidos CIT fechar lojas
A loja de tecidos CIT - uma das mais movimentadas e conhecidas redes de Curitiba e Maringá - confirmou ontem o fechamento temporário de dois dos três pontos comerciais que têm na capital paranaense. As lojas dos bairros Juvevê e Boqueirão vão deixar de atender o público durante todo o mês de fevereiro até que o mercado de compra e venda do dólar se estabeleça. A decisão dos donos da empresa foi tomada em razão da desvalorização do Real, que provocou um encarecimento de quase 100% na importação dos produtos.
Desde que houve a paridade do Real com o dólar, a empresa começou a ampliar as importações até chegar a ter 90% de seus estoques formados por produtos importados. Os tecidos comprados em países asiáticos e europeus entravam no País por um preço muito mais competitivo em relação aos produtos nacionais.
Durante o mês passado, a empresa vendeu os tecidos importados que estavam nas prateleiras, mas para evitar novas importações a estratégia usada foi fechar as lojas. Neste período, os funcionários ficam em férias coletivas, segundo informa uma faixa colocada em frente à loja do bairro Juvevê.
Na campanha publicitária e no comunicado à população, o fechamento das duas lojas é justificado como uma alternativa para não reajustar os preços. Com os salários congelados não daria para aumentar os preços dos tecidos e acabaríamos com problemas, diz o informe.
A estratégia de comunicação do CIT sempre foi marcada pela inovação. Há cerca de um ano, eles estamparam uma faixa em frente uma loja instalada na Praça Tiradente, com a seguinte frase: O safado do dono pediu o ponto e por isso estamos torrando o estoque. Na época, o CIT havia investido R$ 170 mil para reformar a loja e seis meses mais tarde, o proprietário decidiu não renovar o contrato.Leandro TaquesFachada da loja do CIT, no bairro do Juvevê: fechada por um mêsCarmem Murara





