Brasília
O governo poderá restringir as importações de alguns produtos têxteis e confecções para proteger os fabricantes nacionais da concorrência estrangeira, principalmente da China. A imposição de salvaguardas ao setor foi solicitada por representantes da indústria e deve entrar na pauta da reunião da quinta-feira da Câmara de Comércio Exterior, segundo fontes do governo.
Se for aprovada pela Câmara, a medida implicará na adoção por tempo limitado de uma cota global de importação daqueles produtos. As quantidades a serem importadas serão distribuídas entre os principais países fornecedores do Brasil, de acordo com as exportações de cada país nos últimos anos. O mesmo mecanismo foi adotado, no ano passado, no caso de brinquedos.
As salvaguardas constituem uma das medidas de proteção comercial permitidas pelos regulamentos da Organização Mundial de Comércio (OMC). Elas são utilizadas para reduzir os efeitos negativos, sobre a indústria local, de um aumento muito acentuado de importações de um determinado produto. O país que adota esse tipo de proteção precisa, entretanto, provar que há uma relação de causa e efeito entre as importações e a redução da produção, das vendas e do nível de emprego na indústria doméstica.
O motivo principal das salvaguardas para as confecções são as importações da China, onde os custos da mão-de-obra são muito mais baixos do que em outros países, devido às precárias condições oferecidas aos trabalhadores chineses. Mas a restrição deve ser aplicada a todos os países.

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