Importação de brinquedos cresce 97%
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quarta-feira, 09 de fevereiro de 2005
Nilson Brandão Junior<br> Agência Estado 
RIO - Depois de três anos caindo sucessivamente, as importações de brinquedos aumentaram e praticamente duplicaram em 2004, comparado ao ano anterior. O crescimento foi de 97% e os valores chegaram a US$ 63 milhões (o equivalente a R$ 170 milhões, ao câmbio atual). Os produtos vindos de fora, com design invejável, mas qualidade duvidosa, segundo lojistas, inundaram o mercado e roubaram espaço dos nacionais. No mercado, as estatísticas dizem pouco aos consumidores, que quase nunca se preocupam com a procedência do produto: querem é preço baixo e diversão.
Os números da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) mostram que o patamar de importações voltou ao mesmo nível de 1999, mas ainda está abaixo do período inicial do Plano Real, quando o câmbio extremamente valorizado favoreceu as compras externas. ''A indústria nacional teve um desempenho ruim em 2004, porque foi tomada pela concorrência. Os importados não acrescentaram mercado, roubaram espaço. Foi um arraso'', diz o presidente da Abrinq, Synésio Batista.
Pelas contas da entidade, a fatia dos importados no mercado avançou de 10% para quase um quarto do mercado total, com base nos dados oficiais de importações. ''O sujeito quer importar, não tem como segurar'', diz Batista. Ele argumenta que existem, ainda, outros dois problemas, o subfaturamento e a pirataria.
A Abrinq está estudando os números do comércio exterior, porque os preços médios dos brinquedos caíram de maneira forte, o que seria indício de subfaturamento. Além disso, há a questão da pirataria, que já movimentaria, segundo a entidade, ao redor de R$ 100 milhões no País - o mercado formal é estimado em R$ 850 milhões. O representante da Abrinq afirma que entidade vai centrar fogo este ano contra a pirataria e vai tentar brigar para ''vencer este jogo contra o subfaturamento''.


