O crescimento das importações de combustíveis, eletroeletrônicos, automóveis, produtos químicos e plásticos anulou o aumento das exportações de produtos básicos e provocou um déficit de US$ 44 milhões na balança comercial na segunda semana de maio. Com esse resultado negativo, a balança acumula um déficit de US$ 34 milhões em maio, mês em que era esperada uma reação do comércio exterior com os embarques de produtos agrícolas, principalmente soja.
Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações na segunda semana de maio somaram US$ 1,253 bilhão, com média diária de US$ 250,6 milhões. As importações totalizaram US$ 1,297 bilhão para uma média diária de US$ 259,4 milhões. Na primeira semana de maio, a balança apresentou superávit de US$ 10 milhões. No acumulado do ano, o déficit comercial subiu para US$ 592 milhões.
‘‘Esse déficit foi uma surpresa, porque estamos no ponto alto das exportações do complexo soja’’, disse José Augusto de Castro, diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). ‘‘É decepcionante. Esperávamos superávit’’, afirmou o especialista. Segundo ele, a balança sofre com a expansão das importações, que não param de crescer para atender a demanda interna.
Da primeira para a segunda semana do mês, a média diária das importações saltou de US$ 255 milhões para US$ 259,5 milhões, refletindo o aumento das compras de combustíveis e lubrificantes, eletroeletrônicos, automóveis, autopeças, químicos e plásticos. A média diária das importações de combustíveis e lubrificantes na segunda semana chegou a US$ 33,79 milhões, ante US$ 22,08 milhões na primeira semana do mês.
Nas duas semanas de maio, as importações já apresentam um crescimento acumulado, pela média diária, de 20,6% em relação a maio do ano passado, enquanto as exportações tiveram um aumento bem menor, de 10,2%. Nesse período, os maiores gastos foram com as importações de eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos, siderúrgicos, automóveis e produtos siderúrgicos. Em relação a abril deste ano, as importações nas duas primeiras semanas de maio já cresceram 11,8%.

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