O atraso na implementação do Programa Prioritário de Termoeletricidade (PPT) e a baixa competitividade ante outros combustíveis emperram o desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural. As distribuidoras da Região Sul, por exemplo, vendem menos da metade do que está previsto nos contratos com a Petrobrás e o processo de expansão do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) está suspenso.
A solução para o impasse, na opinião de especialistas e executivos, seria a desverticalização do setor, com a saída da Petrobrás do controle do Gasbol. A estatal produz, transporta e vende o gás no atacado e no varejo, além de ser a produtora de combustíveis alternativos ao gás natural.
A venda do controle do Gasbol já é cogitada na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e estudada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), mas enfrenta resistência renovada com a posse do novo presidente da estatal, Francisco Gros.
‘‘A Petrobrás se autoproclamou acima da ANP’’, diz o diretor de Assuntos Corporativos para o Cone Sul da BG, François Moreau. A empresa britânica comprou a briga pela competição neste mercado e Moreau é o porta-voz da causa.

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