Para a vereadora Sandra Graça (PP), a discussão sobre o horário de funcionamento do comércio tem de ser aprofundada e tecnicamente estudada para, então, se chegar a alguma conclusão. ''Penso que estamos muito perto de uma decisão e que ela tem de ocorrer de forma madura e consensual entre as partes'', diz. Ela defende que Londrina precisa ter regras estabelecidas em relação ao assunto, por ser uma cidade metropolitana, ''que tem um comércio espetacular''. ''Precisamos fazer que isso se transforme em benefício para a cidade, respeitando a diversidade da população''.
A vereadora é contrária à expansão do horário e defende melhor qualidade de vida para os comerciantes e comerciários. ''Devemos ter consciência de que estamos mexendo com vidas, com pessoas e com família'', reitera. Ela reconhece que existem profissionais que se adequam aos horários de shopping, cuja remuneração é diferenciada, mas reforça que existem pessoas que trabalham no centro, com características próprias da região. ''É necessário respeitar essa diversidade'', completa. Para Sandra, a solução ideal é manter o horário atual. ''Eu conheço essa luta de perto porque sou bancária e sei o que é comer de marmita e ter de interromper várias etapas da sua vida''.
O vice-presidente da Acil, Flávio Balan, discorda da vereadora porque ''hoje, mais de 50% do comércio já abre em horário diferenciado''. ''Temos shoppings, mercados, hospitais, farmácias e transporte coletivo, por exemplo, trabalhando até mais tarde, mas o centro da cidade não abre'', compara.
Para ele, a ampliação do horário do comércio central não vai ''escravizar'' os comerciários. ''Cada um deve abrir seu estabelecimento mediante à sua demanda'', reitera. A Acil defende que o comércio ofereça atendimento das 8 às 20 horas, de segunda à sexta-feira, e aos sábados das 8 às 18 horas.
O comerciante Yukio Agita, há 50 anos no setor, defende que as perguntas devem ser feitas mais diretamente aos profissionais do setor. ''Uma coisa é consultar a população e outra é questionar quem trabalha no comércio. A pesquisa deve ser bem pontual, levantando os interesses de cada atividade'', observa. Para ele, o horário deve ser flexibilizado de acordo com a necessidade de cada segmento. (A.V.)

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