Paulo WolfgangEm campanhaAndrade, Vedoato e Louzada reivindicam ao secretário da Fazenda a abertura do comércio no feriado municipalOs comerciantes de Londrina insistem na abertura das lojas no feriado municipal da próxima segunda-feira - dia da Padroeira da Cidade. O apelo, que foi levado ontem ao secretário municipal da Fazenda, Luiz Cesar Guedes, deve chegar hoje ao prefeito Antonio Belinati. Até o arcebispo de Londrina, dom Albano Cavalin, deverá ser consultado sobre o assunto. Afinal, o feriado é religioso e os comerciantes não querem se indispor com a Igreja.
Participaram da reunião com o secretário o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Igarassu Louzada; o gerente da Riachuelo, Antônio Sampaio de Andrade; e o diretor da rede de supermercados Viscardi, Ademar Vedoato. Com um abaixo-assinado referendado por 70 comerciantes - alguns representam muitas lojas de shoppings centers da região central - as lideranças patronais alegam que o fechamento das lojas representa ‘‘prejuízo imensurável’’. ‘‘Vivemos um período difícil de vendas. O pacote do governo foi mal compreendido, o que tem sacrificado a indústria, o comércio e a população. Precisamos produzir’’, afirma Ademar Vedoato.
Do lado dos comerciários, o presidente do Sindicato da categoria, José Lima do Nascimento, argumenta que os trabalhadores já deixaram claro aos patrões que não há acordo com relação ao feriado. ‘‘Na negocição da abertura à tarde das lojas no dia 29 - último sábado - fizemos a concessão para o dia 29.
Segundo ele, as duas partes já fecharam acordo sobre o mês de dezembro. A partir do dia 4 até o dia 23, o horário de funcionamento será das 8h às 22h, de segunda à sexta; aos sábados, as lojas funcionam até as 18h; no domingo, dia 21, a abertura será das 9h às 18h. ‘‘Que falta vai fazer o dia 8 com tantos horários extras durante o mês?’’, questiona.
Lima lembra que, quando negociou os dias de trabalho em dezembro, o sindicato contava com o feriado do dia 8 para o descanso. ‘‘Os patrões precisam pensar no desgaste físico dos trabalhadores. É muita pressão e muita ganância’’, diz Lima. Igarassu Louzada, do sindicato patronal, afirma que só vai se dar por vencido na sexta-feira à noite. Na opinião do empresário, a intervenção do Poder Público para resolver o impasse é fundamental.
O secretário garante que, sem acordo entre as partes, está complicado tomar uma decisão. ‘‘Vou levar o assunto ao prefeito. Além da polêmica, há uma questão legal a ser solucionada. O Código de Posturas do Município é rígido com relação aos feriados municipais’’.

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