Curitiba - Os trabalhadores do Porto de Paranaguá decidiram dar uma trégua nas paralisações em uma assembléia realizada na noite da última quarta-feira. Eles reivindicam a volta do pagamento do fundo social por parte dos operadores portuários que é utilizado para manter a assistência de saúde dos trabalhadores.
O Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) apresentou a proposta de pagar apenas o fundo social referente ao mês de maio. O presidente do Sindicato dos Estivadores do Porto de Paranaguá, Arivaldo Barbosa José, disse que os trabalhadores vão entregar hoje um relatório para o procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Bruel, relatando tudo que vem ocorrendo nas negociações. Ele lembrou que o procurador fez a proposta de o Sindop primeiro pagar o fundo para depois negociar com os trabalhadores, o que não ocorreu.
''Estamos em fase de negociação entre os trabalhadores, o Ministério Público do Trabalho, os operadores portuários e a comissão do governo estadual. Depois vamos tomar uma posição definitiva'', disse Barbosa José. A negociação inclui estivadores, arrumadores, conferentes, portuários e transportadores autônomos. Mas, segundo ele, continuam em estado de greve.
Os operadores portuários querem dos trabalhadores a prestação de contas de todos os valores recebidos desde a criação do fundo social, quitação das ações trabalhistas individuais contra o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) e os operadores, garantia de pontualidade dos trabalhadores, entre outros pontos. O Sindop aguarda até 15 de agosto uma contraproposta por parte dos trabalhadores.

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