São Paulo O dólar subiu 0,47% e fechou a R$ 2,935, perto da cotação máxima do dia (R$ 2,938). Pressionaram a moeda norte-americana o impasse na votação da reforma da Previdência no Senado e uma declaração mais conservadora da agência Standard & Poor's sobre as chances de melhora do rating (nota de risco) do Brasil no curto prazo.
''O mercado dava como certa a votação da reforma da Previdência hoje (ontem) e se preocupou com essa reunião de última hora convocada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM), e a declaração do líder do PMBD, Renan Calheiros (de que não há acordo em torno do subteto do funcionalismo nos Estados)'', afirma o vice-presidente executivo de tesouraria do banco alemão WestLB, Flávio Farah.
Segundo ele, o dólar tentou manter-se abaixo dos R$ 2,92 antes dessas notícias. Na mínima do dia, foi negociado a exatos R$ 2,92, uma leve queda de 0,03%.
Ontem, a S&P jogou uma ducha de água fria nas expectativas do mercado de que uma melhora do rating do Brasil ocorra no curto prazo. Na segunda-feira, a representante da agência de classificação de risco comentou que a S&P pode elevar a perspectiva da nota do País, de estável para positiva. Mas isso não significa que uma melhora do rating ocorra logo em seguida.
''Ontem (segunda-feira), o mercado esperava que a perspectiva do rating fosse melhorada no curto prazo, em três meses. Agora, a avaliação é de que isso pode demorar mais'', afirma Farah.

mockup