Impasse na greve de metalúrgicos
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terça-feira, 17 de maio de 2005
Andréa Bordinhão<b>Equipe da Folha 
Curitiba - O impasse entre a diretoria da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e os 476 funcionários da empresa, que estão em greve há 13 dias, deve continuar. A CSN informou ontem que a reunião de negociação entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, que deveria acontecer hoje, foi cancelada. Ontem a Justiça do Trabalho de Araucária julgou a greve, mas até o início da noite a decisão ainda não havia sido divulgada. A Força Sindical também enviou nota indagando quais contrapartidas sociais a CSN está dando em troca de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Pedro Celso Rosa, informou no final da tarde de ontem que ainda não havia sido avisado do cancelamento da reunião. A principal reclamação dos trabalhadores é a falta de autonomia da diretoria do Paraná para negociar e a diferença entre os benefícios e até entre salários que os trabalhadores parananeses recebem em comparação com os funcionários da sede da empresa, em Volta Redonda (RJ).
Rosa afirmou ontem que a CSN não pagou o ''vale'' (40% do salário pago todo dia 15) ''em represália à greve''. Por isso o sindicato está distribuindo cestas básicas entre os trabalhadores. A CSN informou, por meio da assessoria de imprensa, que não pagou porque no dia 12 de maio a greve já tinha sido considerada ilegal pela Justiça do Trabalho de Araucária, ''portanto os trabalhadores estão faltando ao trabalho''.
A Força Sindical informou ontem, em nota oficial, que determinou a seus conselheiros no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e no Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que indaguem aos respectivos presidentes de tais conselhos que contrapartidas sociais a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está oferecendo com relação às suas solicitações de crédito ao banco oficial. Segundo a Força, os empréstimos da companhia junto ao BNDES somam R$ 7 bilhões. A nota diz ainda que ''os trabalhadores da CSN-Araucária e da Inal (do mesmo grupo) estão sendo tratados de forma humilhante pela empresa.'' (Com Agência Estado)


