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Impasse envolvendo Telefônica e Vikstar atinge trabalhadores em Londrina


Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

 

Impasse envolvendo Telefônica e Vikstar atinge trabalhadores em Londrina
iStock
 


Um impasse está atingindo os cerca de 1.200 trabalhadores da Vikstar, empresa que presta serviço de contact center para a Telefônica em Londrina. O Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações) do Paraná relata atrasos nos pagamentos de salário, de décimo terceiro, vales refeição e transporte e de parcelas de verbas rescisórias dos trabalhadores.


Segundo o sindicato, a Vikstar alega que não teria recebido pagamentos da Telefônica e que por isso não estaria honrando com os compromissos dos trabalhadores. A empresa de contact center foi procurada mas não quis se manifestar a respeito.


A Telefônica, por outro lado, informa que "efetuou pagamentos à Vikstar com base no contrato de prestação de serviços terceirizados de call center, que foram inclusive antecipados à empresa". "A Telefônica tem uma postura consciente e responsável e cumpre à risca os compromissos assumidos com seus fornecedores", continua a nota enviada pela assessoria de imprensa.


Diante deste cenário, o sindicato acionou a Superintendência Regional do Trabalho para uma mesa redonda e o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para uma audiência de conciliação, afirma Pedro Vitor, presidente da entidade. O objetivo é cobrar a empresa a honrar com os pagamentos. "Quem vai pagar a conta? Vikstar ou Telefônica?", questiona Vitor.


"A Telefônica afirma que pagou e a Vikstar afirma que não recebeu. Nesse impasse, levamos ao tribunal. Já estamos ajuizando ação no TRT e lá que vão decidir que rumo tomar, qual prazo tem para pagar, porque em verbas salariais não pode haver atraso", detalhou Sandro Marochi, diretor regional do Sinttel em Londrina.


Conforme a entidade, esta não é a primeira vez que a justiça é procurada para intervir pelos trabalhadores da Vikstar. Há mais de um ano, a empresa já teria sido acionada para cumprimento de acordo coletivo com os trabalhadores e também já houve atraso de décimo terceiro, de vale refeição e de transporte. 


De acordo com Marochi, o contrato com a Telefônica corresponde a cerca de 90% de todo o serviço prestado pela contact center. A Vikstar também tem unidades em São Paulo e no Piauí, totalizando 8 mil funcionários. 


Nota enviada pela assessoria de imprensa do Sinttel-PI diz que os empregados da empresa articulavam uma paralisação a partir desta sexta-feira (9), por tempo indeterminado, e que uma assembleia foi convocada para segunda-feira (12) para deliberar sobre a paralisação até a regularização do pagamento. O sindicato do Paraná, entretanto, afirma que não deve ser esse o caminho seguido pelos trabalhadores da empresa no Estado.


"Nesse momento não, porque fazer greve na situação que está, só vai acelerar um fim de contrato. Esse é um momento de salvaguardar os empregos no Paraná e do pessoal receber. Isso também (greve) não é descartado. Mas fazer greve sem audiência, sem saber onde está o erro, é dar tiro no escuro", explica o presidente do Sinttel Paraná.


O temor é que os conflitos levem a empresa a fechar as portas, e encerre as mais de mil vagas em Londrina. "Em uma época dessa, não é ideal", conclui Marochi.

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