São Paulo O desembarque de uma carga de 20 mil toneladas de milho convencional pode sofrer atraso caso o milho transgênico argentino, armazenado no Porto de Recife, não seja liberado hoje. As 17.800 toneladas de transgênico que chegaram há 10 dias estão lacradas no único silo graneleiro do porto até a liberação, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do transporte para as 11 granjas compradoras.
O milho convencional saiu do Porto de Paranaguá no navio Norsul Sobral, que deve atracar no Porto de Recife na madrugada do dia 1º. Caso o milho transgênico não seja liberado, o produto convencional não poderá ser desembarcado.
''A atracagem de outros navios também pode sofrer atraso, pois um dos três berços do porto ficaria obstruído pelo navio com o milho convencional até o seu completo desembarque'', explicou ontem o diretor de relações comerciais do porto, Pedro Melo.
Ontem, em reunião com o Ibama, a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe) - representante dos 11 avicultores que compraram o milho transgênico argentino - não conseguiu a liberação da carga transgênica. O Ibama exige um Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB), a trituração do milho ainda no porto, o ensacamento do cereal e a rotulagem dos frangos e ovos que serão alimentados.
A Avipe argumenta que não tem condições de cumprir as exigências.

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