A quebra das safras de milho safrinha e trigo pode gerar impacto em toda a cadeia produtiva. A redução do volume disponível desses produtos que são base para a composição das rações animais, gera uma tendência de aumento de preço não apenas nos grãos diretamente, mas também nas carnes bovina, suína e de frango.
O economista do Deral, Marcelo Garrido, relata que muitos suinocultores já reclamam do atual custo elevado da ração e que devem sofrer ainda mais com a expectativa de aumento no preço dos grãos. Além disso, as geadas atingiram também as pastagens e lavouras de café, hortaliças, frutas e manivas (mudas) de mandioca. ''No caso dessas outras culturas, é difícil mensurar os prejuízos'', afirma.
Segundo Garrido, apesar do Paraná não possuir um levantamento do total de áreas de pastagens, o Deral estima que as pastagens danificadas devem causar uma queda de 20% a 30% na produção leiteira. Por outro lado, os pecuaristas aceleram a venda antes que o gado perca peso e aumentam a oferta de animais para abate, causando redução momentânea nos preços.
No caso das hortaliças, o economista afirma que as mais afetadas foram as folhosas. ''Mas como são culturas de ciclo curto, em 40 dias os produtores recuperam as perdas''. Já o prejuízo nos cafezais só deve ser mensurado no próximo ano, após a colheita dos pés atingidos pelas geadas. De acordo com o Deral, a produção de frutas tropicais no Sudoeste do Estado e de banana, maracujá e abacaxi em outras regiões também foram afetadas. Entretanto, essas perdas só devem ser evidenciadas na próxima safra. (M.F.)

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