Impacto de saques no PIB pode ser revisto
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terça-feira, 06 de junho de 2017
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou nesta terça-feira, 6, que o governo, por meio do Ministério do Planejamento, pode rever a estimativa de impacto do saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na atividade econômica. Segundo o presidente, a expectativa é de que os pagamentos se aproximem dos R$ 40 bilhões, mais do que a previsão inicial, entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões. Com as projeções anteriores, a estimativa era um impacto equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o banco, algumas contas que eram consideradas ativas passaram a ter status de inativa depois que os beneficiários comprovaram a rescisão dos contratos. Antes, o sistema não detectava a situação muitas vezes porque as empresas não haviam comunicado o desligamento do funcionário, por isso a colisão nos dados. Isso contribuiu para o aumento da estimativa do valor total de saques.
"É bem provável que o Planejamento, no próximo calendário (de saques) ou final, possa rever estimativa de impacto no PIB. Essa estimativa pode ser feita em agosto", disse Occhi. "Nunca descartamos possibilidade de saque total das contas inativas (R$ 43 bilhões)", afirmou a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Deusdina Pereira.
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça mais uma antecipação no calendário de saques de contas inativas do FGTS. Para os beneficiários nascidos em setembro, outubro e novembro, a data para início dos saques, prevista em 16 de junho, foi remarcada para este sábado, dia 10 de junho. Nessa fase, o valor disponível é de R$ 10,9 bilhões, aproximadamente 25% do total.
O presidente não descartou uma possível antecipação da última fase, para beneficiários nascidos em dezembro, prevista para 14 de julho.


