Não são apenas os experts em economia, ou os empresários com negócios bilionários com o exterior, para ficar atento à cotação do dólar (que sobe, sobe e, ufa, às vezes baixa). Depois do sufoco da quarta-feira, com o pico de R$ 3,61, o dólar fechou a semana cotado a R$ 3,005. Nas ruas de Londrina, basta falar o nome da moeda americana para suscitar as mais diversas reações.


  ‘‘A alta do dólar preocupa, mas acredito que tudo seja uma farsa. Se todos acreditassem no Real, ia valer o nosso dinheiro. O mundo inteiro acredita no dólar, mas como é que eles têm lastro para tanto? Agora estão aparecendo os balanços furados de empresas como a Enron. O valor real do dólar é R$ 2,40, o resto é especulação.
Marcelo Angeli, bancário, 34 anos


  ‘‘Essa semana eu não fiz compras de supermercado, então não pude conferir se os preços subiram. Acho que vou ver isso na semana que vem. Acompanho a cotação pelo jornal e pela televisão porque tenho uma amiga que está para viajar para o exterior. Eu fico perguntando pra ela:‘você já comprou os dólares, olha, ainda vai pagar R$ 5, hein?!’’
Maria da Penha, 40, trabalha em um escritório de contabilidade



  ‘‘A alta do dólar ainda não modificiou a minha vida. Eu até tenho um dólar lá em casa, o que significa que aumentou pra mim. Mas sei que as coisas vão ficar diferentes. No caso do material fotográfico, que é com o que eu trabalho, os preços vão subir porque muita coisa é importada’’
Andrew Endrigo, 18,
office-boy



  ‘‘Essa alta deixa todo mundo assustado. Eu lembro que oito anos atrás o dólar custava R$ 1, agora custa R$ 3,15. A tendência é a inflação. Mas essa crise é geral no mundo inteiro’’.
Adão Anastácio, 64



  ‘‘Acho que o Brasil tinha que arrumar um jeito de não ficar dependente de outra moeda. O País é rico em mineirais e inteligência também. Tem que ter um jeito de renegociar a dívida externa. A minha preocupação é com a classe média, que não existe mais, e também com a dificuldade da clase que era baixa antigamente’’.
Darlene Kopinski, 46

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