Imóvel retomado de devedor sera vendido por corretores
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quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), João Teodoro da Silva, e o presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, assinaram ontem em Curitiba um convênio que vai agilizar a venda de imóveis do banco que não forem arrematados em leilões. A partir do dia 1º de setembro, os sete mil corretores de imóveis do Paraná poderão intermediar a compra de 900 unidades que até então só poderiam ser leiloadas.
A lei federal 8.666, das licitações, obriga o banco a oferecer os imóveis tomados de proprietários inadimplentes com o órgão financiador. Como a população brasileira não tem costume de fazer esse tipo de compra, o número de unidades negociadas em leilões é baixo. Para o presidente do Banestado, o benefício do convênio é que o banco ganha sete mil profissionais que farão a revenda das unidades que não forem negociadas em um primeiro momento.
Segundo João Teodoro, esse convênio resgata a dignidade do profissional de vendas de imóveis do Estado. Estamos ganhando uma nova fatia de mercado, afirmou. Os imóveis serão vendidos pelo preço definido na avaliação para o leilão. Stephanes garantiu que se houver alguma distorção, o banco se compromete em revisar os valores.
O Creci do Paraná já havia firmado, em abril, um convênio para venda de imóveis não arrematados em leilões promovidos pela Caixa Econômica Federal (CEF) no Estado. Nos últimos quatro meses, a CEF repassou ao Creci cerca de 2 mil unidades, das quais já foram vendidas mais de 600. Pela experiência que temos com a Caixa, o valor dos imóveis não arrematados em leilão ficam em média 15% abaixo do preço de mercado, relatou o presidente do conselho. Além disso, o comprador ainda conta com o atendimento personalizado de um corretor de imóveis na hora da compra, completou.


