Imóvel é um ativo real, mas sem boa liquidez
Já os investimentos em imóveis - considerado a 'bola da vez' devido ao crescimento da construção civil - devem ser repensados. A avaliação dos especialistas é que o mercado está sobrevalorizado puxado, principalmente, pelo aumento das linhas de crédito. ''Agora se a pessoa vem planejando isto (o investimento) o momento pode ser oportuno porque as taxas de juros estão mais baixas e se a crise continuar podem subir'', diz Staviski. Se o investimento for confirmado talvez seja melhor optar por imóveis pequenos ou terrenos. Nos dois casos a localização é considerada fundamental.
Já Alex Agostini lembra que os imóveis são um ativo real e que fazem o poupador se proteger da volatidade do mercado, mas não têm uma boa liquidez. Na sua avaliação, se a pessoa precisar do dinheiro dentro de um mês, por exemplo, pode vender abaixo do valor de mercado ou até não conseguir durante este período. Na sua opinião seria necessário, pelo menos, seis meses para conseguir vender um imóvel com lucro. ''Este investimento é bom para quem não precisa do dinheiro rápido, se protege da volatilidade'', destacou.
Sobre a compra de moedas estrangeiras talvez o melhor momento para o investimento já tenha passado. ''Se a crise se aprofundar (o dólar) pode subir mais porque o Real estava muito apreciado, mas acredito que tenha espaço para mais depreciação (do Real). Pode até ser uma opção, mas também não pode entrar no curto prazo'', observa Azenil Staviski. Já Alex Agostini tem uma opinião diferente. Ele explica que o dólar está na casa dos R$ 1,80 e subiu 11% só neste mês e, por isso, passa por um momento de volatilidade. Na sua avaliação, a alta da moeda não vai se sustentar e, por isso, a cotação deve voltar a cair. ''Quem investir em dólar vai perder dinheiro'', estimou.
O coordenador do curso de Economia da FAE Business School, Gilmar Mendes Lourenço, recomenda a pequenos e médios investidores que procurem a caderneta de poupança ao invés do mercado acionário. (F.M. e A.B.)





