Imóvel é sonho de consumo da nova classe média
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de outubro de 2010
Gisele Mendonça Com Agência Estado<BR> Reportagem Local 
Casados há 13 anos, Vanessa e Heron Catarinhuk - ela turismóloga, ele comerciante - acabam de dar entrada na compra de um apartamento em Londrina. Como milhões de brasileiros, eles aproveitam o cenário econômico estável, a facilidade de acesso ao crédito e os juros baixos para aumentar o patrimônio da família. O casal já tem casa própria e, em princípio, comprou o novo imóvel como investimento. ''Mas gostamos tanto do apartamento que já estamos pensando em morar lá e talvez alugar ou vender a casa posteriormente'', conta Vanessa. O apartamento só será entregue pela construtora em 2013.
A exemplo do casal londrinense, 19% da classe C brasileira planeja comprar um imóvel nos próximos 6 meses, conforme mostra pesquisa divulgada nesta semana pelo Ibope Mídia. O levantamento, feito nas maiores regiões metropolitanas do País, mostrou ainda que cerca de 9,5 milhões de pessoas que fazem parte desta classe planejam comprar um automóvel - novo ou usado - nos próximos 12 meses.
Vanessa conta que se surpreendeu com a facilidade para fechar o negócio. ''Eu tinha muito receio de visitar esses apartamentos decorados, pois achava que era muito difícil adquirir. Mas vi que é possível'', diz. Para a turismóloga, as opções de imóveis que algumas construtoras oferecem hoje para atender a nova classe média dão oportunidade para muitos realizarem o sonho da casa própria. ''É muito bom quando você encontra um imóvel que se encaixa na sua realidade. Foi o que aconteceu com a gente''.
Pesquisa
A pesquisa do Ibope Mídia ouviu cerca de 20 mil pessoas com mais de 12 anos e que estão incluídas na faixa de renda entre R$ 600 e R$ 2.099 - considerada a classe C ou a nova classe média do Brasil. A classe C representa, atualmente, mais da metade da população brasileira. Os dados se referem ao ano de 2009.
De acordo com o Ibope Mídia, 61% das pessoas da classe C declararam não gostar de ter dívidas, enquanto 39% afirmaram não saber nada sobre investimentos e finanças. Em relação à economia, esta nova classe média demonstra otimismo. Conforme os dados do Ibope Mídia, 40% das pessoas declararam, em 2005, estar melhor que no ano anterior. Já em 2009 o porcentual era maior, de 50%. Em 2005, 74% das pessoas estavam otimistas com o próximo ano. Em 2009, o porcentual atingiu 84%.


