A retomada das boas fases da agricultura vai refletir no mercado imobiliário urbano. O setor, aliás, está vivendo um dos melhores momentos já alcançados devido às facilidades de crédito disponíveis. Inflação controlada e queda das taxas de juros aliadas à garantia e à segurança dos imóveis estão mantendo o mercado extremamente aquecido em todo o Estado.
''Comprar imóvel hoje está mais barato do que alugar e ainda há a garantia de ser um bem de raiz'', comenta o imobiliarista Raul Fulgêncio, de Londrina. Outro imobiliarista Silvinho Iwata, vice-presidente do Secovi-PR, de Maringá (Região Noroeste), diz que o mercado está em aceleração desde o ano passado. ''A movimentação nestes dois primeiros meses do ano está cerca de 40% maior do que no mesmo período de 2006. Já batemos recordes de vendas'', afirma.
O aquecimento do mercado está sendo patrocionado pelas novas políticas de financiamentos do Sistema Financeiro da Habitação. ''O aumento repentino da demanda leva à falta de produto porque a construção civil não consegue responder a isso de forma muito rápida'', observa Iwata. Em Cascavel (Região Oeste) a procura por imóveis está 30% maior, comparando com o mesmo período do ano passado. ''Há falta de imóveis na faixa entre R$ 40 mil e R$ 60 mil. diz o corretor Paulo Portelinha, da Ideal Imobiliária.
Em Ponta Grossa (Região Centro-Sul) a procura maior está sendo por imóveis residenciais. ''Para este ano a nossa expectativa é bem melhor'', afirma Fernando Tavarnaro, da Imobiliária Tavarnaro. (F.M.)

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