Os créditos para linhas de financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal (CEF) aumentaram 10% em 2003, em média, com relação ao ano passado. A expectativa é de que o setor de construção civil possa gerar, somente na região de Londrina, mais de 12 mil empregos diretos, com a entrada desse dinheiro para o financiamento de obras. Nas linhas de financiamento destinadas à pessoas com renda de até R$ 2 mil, serão disponibilizados investimentos da ordem de R$ 1,05 bilhão em todo o país, com a utilização de recursos da própria Caixa e do Fat (Fundo de Amparo ao Trabalhador) contra R$ 980 milhões em 2002. Já as linhas de crédito destinadas à população de baixa renda, que utilizam fundos provenientes principalmente do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) os recursos podem chegar a até R$ 3 bilhões em 2003, contra R$ 2,93 bilhões no ano passado.
Segundo o superintendente de negócios da Caixa para a região de Londrina,
Mounir Chaouwiche, a região de Londrina já tem mais de 1,2 mil financiamentos contratados através da Caixa, com apoio da prefeitura municipal e do governo do Estado. O total financiado para a aquisição ou construção de imóveis na região já chegou a R$ 40 milhões em 2003. Para o superintendente, o aumento do crédito para os financiamentos deve-se à política de desenvolvimento econômico e social do Governo Federal. ''A priorização da habitação tem como finalidade estimular a economia, promovendo ao mesmo tempo a geração de empregos, renda e cidadania''. De acordo com projeções da própria Caixa, pelo menos 12 mil empregos diretos devem ser gerados somente com a política de financiamento na região de Londrina. ''Somente na cidade, temos mais de 3 mil obras em construção''.
Ainda de acordo com o superintendente da Caixa, a expectativa do Banco é de que o volume de financiamentos aumente progressivamente até o final do ano. Alguns dos antigos problemas enfrentados pelo consumidor, como taxas de juros e reajustes abusivos, foram eliminados dos programas de financiamento a partir de 1995. ''Hoje, temos taxas mais condizentes com a realidade da população, além de alguns programas que até mesmo diminuem o valor das parcelas, graças principalmente à baixa inflação''. No entanto, outro problema largamente discutido por contratantes de financiamentos - a desvalorização dos imóveis construídos pela Caixa - ainda não tem solução proposta pelo Banco. ''Os imóveis geralmente passam por benfeitorias depois que seus donos se mudam para eles. Isso sempre ajuda a manter um valor de mercado razoável'', afirma Chaouwiche, confirmando a necessidade de os próprios moradores terem que trabalhar para conservar a liquidez de mercado de suas casas.
A participação da prefeitura e do governo do estado como parceiros para o estímulo à aquisição de financiamentos também deve colaborar para o aumento das contratações. Segundo Chaouwiche, enquanto as prefeituras colaboram com a redução dos preços ou até mesmo a doação de terrenos, o estado participa com a administração das obras através da Coapar (Companhia de Habitação do Paraná). ''A agilização dos contratos e a desburocratização também estão colaborando significativamente para o aumento da adesão aos planos de financiamento''.

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