A empresária Rachel Prado fugiu do aluguel mais caro em um ponto comercial menor em relação ao qual ela está alocada atualmente: valeu a negociação
A empresária Rachel Prado fugiu do aluguel mais caro em um ponto comercial menor em relação ao qual ela está alocada atualmente: valeu a negociação | Foto: Saulo Ohara



Entre imóveis residenciais e comerciais de maior valor agregado, os da segunda categoria são os que estão mais tempo parados, sem inquilinos. Basta dar uma breve passeada pelas ruas do centro de Londrina para perceber quantos estabelecimentos estão vazios e, assim, os valores de alugueis despencando. Um caso interessante é de um imóvel bem no coração de Londrina que praticamente sempre esteve ocupado nas últimas décadas, na faixa de R$ 180 mil mensais. Recentemente, ficou parado por dois anos, e depois foi alugado pelo valor de R$ 80 mil, menos da metade do preço.
Os inquilinos que precisam mudar de imóvel estão aproveitando para fechar bons negócios. A empresária Rachel Sacca Prado é proprietária do salão de beleza Studio Jardins. O seu negócio estava localizado dentro de um shopping, na Rua Santos e, entre aluguel e condomínio, Rachel pagava pouco mais de R$ 6 mil.
O proprietário do local resolveu "apertar" a empresária e no início de 2016 passar o valor para R$ 7,5 mil. Ela, então, começou a buscar imóveis pela cidade e percebeu que aqueles que estavam parados há mais tempo tinham uma margem de negociação melhor. Encontrou um casa enorme que estava fechada há dois anos na Rua Piauí, quase esquina com a Higienópolis. A pedida inicial do proprietário era de R$ 8,9 mil mensais. Rachel fechou por R$ 5 mil mensais, sem choro. "Onde eu estava, o proprietário quis supervalorizar o imóvel. Agora, onde estou alocada, houve uma grande margem de negociação. No mesmo dia mandei a pedida e obtive a resposta positiva".

Reajuste inevitável
A empresária só não escapou do IGP-M fixado em contrato. Em abril, aniversário de um ano no imóvel, o valor do aluguel deve subir para cerca de R$ 5,35 mil mensais. Mesmo assim, vale dizer que no antigo espaço sua área era de 75 metros quadrados e, agora, mais de 600 metros quadrados, mais que suficiente para ampliar o negócio gradativamente, como ela vem fazendo. "Acho um aumento (do aluguel) salgado, mas está fixado em contrato e não tem como escapar. Espero que em 2017 a movimentação no salão seja melhor que 2016, que devido à crise econômica e ao frio espantou muitas clientes. Agora, o ano já começou bem melhor. Vamos aguardar", diz ela, esperançosa. (V.L.)

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