Demanda existe, mas falta produto. Apesar das circunstâncias políticas e econômicas, o mercado imobiliário de Londrina sempre responde bem, com consumidores dispostos a adquirir os empreendimentos locais. A consideração foi feita por empresários e representantes de entidades ligadas ao setor, ontem à tarde, no debate que traçou um panorama do segmento. O evento foi promovido pela Folha, na sede do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon).
''Londrina tem muito dinheiro. Mesmo num momento de crise o mercado tem um movimento. A insegurança favorece a venda de imóveis'', sentenciou o imobiliarista Raul Fulgêncio. Conforme ele, o número de empreendimentos, de construções residenciais - principalmente nos condomínios horizontais - nunca foi tão grande como atualmente.
O País, na opinião do imobiliarista Antônio Euclides Sapia Júnior, vive uma crise, tem suas ''ondas'' boas e ruins, mas nada que o segmento não consiga superar. ''Muitas vezes existe um receio, porém o mercado é promissor'', afirmou Sapia.
O otimismo traçado pelos empresários do segmento só não é maior porque frequentemente eles se deparam com a falta de alguns produtos. ''Com o desenvolvimento da região da Gleba Palhano e dos condomínios horizontais, por exemplo, as construtoras diminuíram seus investimentos no Centro. Hoje é difícil atender a um público que gostaria de comprar um apartamento na faixa dos R$ 100 mil, nessa área'', apontou Marco Antônio Bacarin, representante do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Londrina (Creci). ''O produto disponível tem uma ótima liquidez'', acrescentou ele.
No nicho comercial, a situação não é diferente. Entretanto, para melhorar ainda mais as negociações desse segmento, principalmente a locação de lojas na área central, os imobiliaristas sugeriram uma lista de melhorias. Entre elas estão a revitalização do Calçadão, flexibilização do horário do comercial e reforço na segurança. Com algumas dessas mudanças a região seria ainda mais valorizada, na opinião do imobiliarista Romeu Curi. Segundo ele, como as lojas não têm autorização para funcionar até mais tarde, por exemplo, a sensação à noite é de abandono e insegurança.

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