Chico CamargoAs placas nos imóveis de Curitiba evidenciam o aumento da oferta de locaçãoAs imobiliárias paranaenses apostam nos meses de férias para impulsionar o setor de locação de imóveis, que está desaquecido. Janeiro e fevereiro são tradicionalmente bons para alugar imóveis. O vestibular e as férias acabam atraindo novos moradores para as cidades. Eles acabam procurando imóveis para alugar. A Associação Paranaense de Administradoras de Imóveis (Apadi) estima que dobre a velocidade de locação até o final do próximo mês.
Hoje, um imóvel demora uma média dois meses para ser alugado. A velocidade considerada normal é de 30 dias, no máximo. A espera por um inquilino começou a aumentar devido ao excesso de oferta de casas, apartamentos e salas comerciais. Em julho de 1994, quando entrou em vigor o Plano Real, havia 1,8 mil imóveis ofertados nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. No início de dezembro do ano passado, o número de imóveis para locação cresceu para 7 mil unidades. Deste total, cerca de 4,2 mil eram residenciais.
De todos os imóveis ofertados, apenas 20% conseguem ser alugados. O restante acaba engrossando as listas de classificados. Mas apesar da demora, os proprietários estão pacientes e não pensam em deixar os imóveis fechados. ‘‘Por causa das taxas de condomínio e tarifas públicas ficou muito caro manter vazio um apartamento’’, afirma o presidente da Apadi, Paulo Sartor.
Para justificar o aumento no número de imóveis ofertados, Sartor lembra que a estabilidade econômica fez com que muitos inquilinos se tornassem proprietários, deixando os imóveis vagos. Por outro lado, a recessão fez com que muitos locatários desistissem de pagar aluguel para ir morar com familiares, aumentando mais ainda a lista dos imóveis para alugar.
Com a maior oferta de casas e apartamentos, houve uma queda no preço do aluguel. A Apadi mostra que um aluguel representava 2% do valor de um imóvel até o início do Plano Real. Hoje, o índice caiu para 0,8%. ‘‘Acreditamos que a tendência é a estabilização dos valores dos aluguéis’’, afirma Sartor.
Muitos contratos estão sendo renovados praticamente sem alteração nos valores. ‘‘O proprietário prefere não colocar reajuste nenhum em cima do aluguel a perder o inquilino’’, diz o presidente da Apadi.

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