Quente, sequinho e bem recheado, o pastel tornou-se uma verdadeira mania entre os brasileiros. Quem nunca encostou em um balcão pra comer um pastel no meio do dia ou depois de uma noitada, passou na feira pela manhã para degustar o salgado? A guloseima surgiu despretensiosa, como uma versão brasileira do rolinho-primavera feito pelos chineses que chegaram ao país e tiveram de adaptar suas técnicas à matéria-prima disponível.
Vendo o pastel assim tão popularizado, fica difícil imaginar que foi graças a ele que grande parte dos japoneses que desembarcaram no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial conseguiu driblar a discriminação. Na época, havia muito preconceito por causa da aliança formada entre alemães, italianos e japoneses. Nesse contexto, a solução, ao chegar aqui, seria se fazer passar por chineses e a melhor forma de colocar a idéia em prática foi abrir pastelarias onde quer que estivessem. Ao mesmo tempo em que os pastéis ganharam o gosto popular, por serem produtos saborosos, de rápido consumo e principalmente baratos, as pastelarias se tornaram um grande negócio dentro da colônia. (V.B.)

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