Analistas acreditam que a suspeita de focos de febre aftosa no rebanho bovino de algumas províncias da Argentina não prejudicará a imagem do Brasil como exportador de carne bovina no mercado externo. ‘‘Num primeiro momento, os possíveis focos podem afetar o Brasil, pois os estrangeiros acham que Buenos Aires é a capital do País. Desfeita a confusão geográfica, as exportações brasileiras devem seguir normalmente’’, afirmou Alcides Torres, da Scot Consultoria.
Para o analista José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria, ‘‘se os focos na Argentina fossem de vaca louca, o problema seria terminamente maior, pois os consumidores mundiais estão assustados com a doença’’.
O analista da Scot acredita que o que pode acontecer é a Organização Internacional de Epizootias (OIE) retirar ‘‘o status de área livre de febre aftosa sem vacinação’’ de algumas províncias da Argentina até que o problema seja resolvido e os animais abatidos. ‘‘Pode acontecer na Argentina o mesmo que aconteceu com o Rio Grande do Sul, quando foram descobertos focos de febre aftosa no município de Jóia’’.
Dados preliminares da FNP mostram que a Argentina exportou 350 mil toneladas de carne bovina em 2000, sendo grande parte para países da Europa. Torres, da Scot, afirmou que não existe o risco do Brasil ter importado animais doentes da Argentina. ‘‘O preço da arroba do boi gordo na Argentina inviabiliza possíveis importações’’, afirmou o analista. Segundo ele, o boi gordo custa US$ 27,30/arroba na Argentina.

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