Imagem de TV de plasma frustra compradores
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domingo, 13 de agosto de 2006
Márcia De Chiarae Renato Cruz<br> Agência Estado 
São Paulo - O advogado Paulo do Amaral, de 66 anos, que mora em Sorocaba (SP), decidiu, no fim do ano passado, dar um presente a si mesmo. Comprou um televisor de plasma de 42 polegadas de R$ 9,999 mil. Chegando em casa, constatou que a imagem da TV não era maravilhosa como a exibida na loja.
''Apareceram manchas nas laterais da tela'', diz Ricardo Soares Amaral, filho do advogado. Decepcionado, Paulo mandou o aparelho para a assistência técnica. Só então ficou sabendo que não há como resolver o problema. As emissoras de TV aberta no Brasil ainda usam tecnologia analógica e os aparelhos de plasma estão preparados para transmissão digital. Paulo descobriu que só conseguiria obter a imagem da loja se assinasse TV paga digital ou assistisse a um DVD.
''Trata-se de omissão de informação do fabricante'', reclama Ricardo. Seu pai entrou com queixa no Procon contra a loja. Depois de várias audiências, no mês passado, o advogado conseguiu trocar a TV por outros produtos eletroeletrônicos.
Desde o fim de abril, o Procon do Rio de Janeiro faz, em média, 15 atendimentos telefônicos diários de consumidores reclamando do produto. A queixa mais frequente é sobre a qualidade da imagem. O grande número de queixas reflete o boom de vendas da TV de plasma. No ano passado, foram vendidos 58 mil televisores entre plasma e cristal líquido. De janeiro a abril deste ano, foram comercializados 80 mil aparelhos.


