A eletrificação no Paraná começou em 9 de setembro de 1890, quando o presidente da Intendência Municipal de Curitiba, Vicente Machado, assinou contrato com a Companhia de Água e Luz do Estado de São Paulo, para iluminar a cidade com ‘‘uma força iluminativa de 11 mil velas’’. Anos mais tarde, a concessão desse serviço passou pelas mãos de diversas empresas, estendendo-se para outras cidades do interior. Somente, em 1954, é que os sistemas de geração e distribuição, que eram particulares, foram incorporados a um plano diretor, constituindo a Copel - Companhia Paranaense de Energia Elétrica.
A empresa foi criada no governo de Bento Munhoz da Rocha Netto. Na época, o Estado contava com menos de 200 mil clientes. Hoje, em praticamente todo o Paraná (há apenas sete sedes de municípios onde a empresa não atua diretamente distribuindo eletricidade), a Copel atende mais de 2,5 milhões de unidades consumidoras.
Nos primeiros anos, o trabalho dos técnicos foi na estruturação, no estudo das necessidades de energia elétrica do Paraná e na formulação de um programa de obras para combater um déficit crônico, em que eram comuns os racionamentos. Em 1960, o potencial energético instalado no Paraná para uso público totalizava 163 mil quilowatts. Disso, apenas 22.800 eram de responsabilidade do Governo do Estado, sendo que a participação da Copel restringia-se a 11.600 quilowatts. Mais de 90% de toda essa energia vinha de usinas geradoras a diesel.
A partir de 1961, a Copel começou a construir a usina termelétrica de Figueira, e as hidrelétricas de Salto Grande do Iguaçu, Júlio de Mesquita Filho e Capivari-Cachoeira.
Na década de 70, foram construídas as usinas de Salto Osório (esta para a Eletrosul), de Foz do Areia, ambas no Rio Iguaçu. Doze anos depois, em 1992, surgiu a hidrelétrica de Segredo, também no Iguaçu. Este mesmo leito de rio, passou a comportar, desde 1999, a usina de Salto Caxias.

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