Brasília – O economista Ilan Goldfajn foi empossado ontem à tarde pelo presidente em exercício Michel Temer para exercer a presidência do Banco Central. Ele substitui Alexandre Tombini, que estava no cargo desde o início do governo Dilma Rousseff, em 2011, e vai agora para Washington (EUA), onde será representante do Brasil e de outros dez países no Fundo Monetário Internacional (FMI).
A posse foi um evento fechado à imprensa. O primeiro discurso de Ilan à frente do BC será feito na próxima segunda-feira, durante a cerimônia de transmissão de cargo. Ilan teve seu nome aprovado pelo Senado na última terça-feira, mas só tomou posse ontem, um dia após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) conduzida por Tombini.
Durante a sabatina na Comissão de Assunto Econômicos do Senado (CAE), o novo presidente do BC afirmou que terá como objetivo cumprir plenamente a meta de inflação de 4,5%, mirando seu ponto central. Desde 2009, a inflação medida pelo IPCA não fica próxima ao centro da meta. Nos 12 meses encerrados em abril, a taxa está acima de 9%.
O economista afirmou que a retomada do crescimento econômico, da queda dos juros e do aumento do emprego passam pela reorganização das contas públicas. E refutou a tese de que o aumento de gastos e da inflação contribuam para o crescimento do país.
O governo Temer avalia que, apesar de a inflação ter acelerado em maio, a queda do dólar e a credibilidade da equipe econômica garantem espaço para a redução da taxa básica de juros (Selic), hoje em 14,25% ao ano, no segundo semestre de 2016.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 19 e 20 de julho. A expectativa do mercado é que os juros comecem a cair na reunião seguinte, no final de agosto, quando a tendência de queda da inflação deverá estar mais evidente.

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