Washington - O Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa 360 bancos e seguradoras globais globais de 60 países, advertiu ontem os países em desenvolvimento sobre ''as crescentes vulnerabilidades para sustentar a expansão econômica global'' que estimulou fluxos recordes de capitais privados para essas nações nos últimos anos. ''É importante que os governos das principais economias de mercado emergentes renovem seu compromisso com políticas econômicas sólidas para salvaguardar os progressos alcançados'', afirmou o presidente do Citigroup e primeiro vice-presidente do IIF, William R. Rhodes, durante entrevista coletiva.
''Já vi esse filme várias vezes, com subtítulos diferentes, e acho importante chamar atenção das autoridades que este não é momento para complacência'', afirmou Rhodes, veterano de inúmeras crises financeiras que entre 1983 e 1994 representou os credores nas várias negociações da dívida externa brasileira.
Rhodes fez elogios rasgados à condução da política econômica do governo Lula. ''Uma das coisas a que não se dá a devida atenção é que o Brasil melhorou o perfil de sua dívida, levou adiante várias reformas e hoje está em muito melhor forma do que estava há alguns anos para enfrentar os desafios de que estamos falando'', disse o banqueiro. O economista chefe do IIF, Yusuke Horiguchi, destacou a firmeza da política monetária do País e mostrou-se confiante na capacidade do governo Lula de, a despeito dos problemas políticos que enfrenta hoje no Congresso, aprovar algumas reformas.

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