Os esforços despendidos do governo estadual na realização do Concurso Café Qualidade Paraná 2004 para eliminar o estigma de que o café paranaense é ruim, já estão dando resultados econômicos ao cafeicultor paranaense e firmando a nova imagem de produtor de café de qualidade. O segundo passo ocorreu na ontem, em Cornélio Procópio, com a compra pela Café Iguaçu de três lotes da região classificados dentre os dez lugares no concurso. O primeiro passo foi a comercialização através de leilão especial promovido pela Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, ocorrida no final de novembro quando a Café Damasco rematou dois lotes de café cereja descascado no valor de R$435 a saca e R$425 para o café natural.
A solenidade de compra da Café Iguaçu aconteceu na Unidade Municipal da Emater, empresa vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Na oportunidade os produtores rurais Hélio Registro e Antônio Gobbo (categoria café natural) além do representante de Orlando von der Osten (categoria cereja descascado), receberam por saca o valor de R$367 e R$412, respectivamente. Estiveram presentes os diretores da Iguaçu, representantes do Núcleo da Seab, da Emater e o implementador estadual do Projeto Café da Emater, Edison José Trento, além de autoridades e convidados do setor cafeeiro da região.
A nova cafeicultura paranaense, implantada a partir de 1992 pelo Programa de Revitalização, é resultado de um trabalho integrado da governo do Paraná com ministérios, órgãos públicos e cooperativas. Na última safra, o Paraná produziu 2,4 milhões de sacas beneficiadas de um parque cafeeiro de 127 mil hectares, cultivados por 16 mil produtores. Destes, 82% eram agricultores familiares.

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