Iguaçu compra cafés premiados em concurso
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de dezembro de 2004
Da Redação 
Os esforços despendidos do governo estadual na realização do Concurso Café Qualidade Paraná 2004 para eliminar o estigma de que o café paranaense é ruim, já estão dando resultados econômicos ao cafeicultor paranaense e firmando a nova imagem de produtor de café de qualidade. O segundo passo ocorreu na ontem, em Cornélio Procópio, com a compra pela Café Iguaçu de três lotes da região classificados dentre os dez lugares no concurso. O primeiro passo foi a comercialização através de leilão especial promovido pela Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, ocorrida no final de novembro quando a Café Damasco rematou dois lotes de café cereja descascado no valor de R$435 a saca e R$425 para o café natural.
A solenidade de compra da Café Iguaçu aconteceu na Unidade Municipal da Emater, empresa vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Na oportunidade os produtores rurais Hélio Registro e Antônio Gobbo (categoria café natural) além do representante de Orlando von der Osten (categoria cereja descascado), receberam por saca o valor de R$367 e R$412, respectivamente. Estiveram presentes os diretores da Iguaçu, representantes do Núcleo da Seab, da Emater e o implementador estadual do Projeto Café da Emater, Edison José Trento, além de autoridades e convidados do setor cafeeiro da região.
A nova cafeicultura paranaense, implantada a partir de 1992 pelo Programa de Revitalização, é resultado de um trabalho integrado da governo do Paraná com ministérios, órgãos públicos e cooperativas. Na última safra, o Paraná produziu 2,4 milhões de sacas beneficiadas de um parque cafeeiro de 127 mil hectares, cultivados por 16 mil produtores. Destes, 82% eram agricultores familiares.


