Igreja é contrária ao trabalho
Até mesmo a Igreja entrou na polêmica do horário de funcionamento dos supermercados de Maringá. Em nota oficial intitulada ''Domingo é dia do Senhor'', a Arquidiocese se manifestou contrária ao trabalho aos domingos. Para o arcebispo Anuar Battisti, o domingo deve ser dia de festa, de alegria, de descanso, de encontro da família. Segundo ele, todos os cristãos devem cumprir uma exigência de fé: fazer do domingo o dia mais importante da semana e nunca transformar o ''dia do Senhor'' em um dia a mais de trabalho.
''Já temos seis dias da semana para isto. Será que seis horas a mais aos domingos farão diferença aos cofres dos supermercados? Com que disposição você, funcionário; você, patrão, retorna à sua casa aos domingos, depois de seis horas de trabalho?'', questionou o arcebispo. Ele ainda acrescenta que ''o capitalismo selvagem, cujo deus é o consumismo insaciável, está comendo também o 'dia do Senhor', o dia da família, o dia da comunidade''. Dom Anuar Battisti também se posicionou contrário ao Código de Posturas, que autoriza o trabalho.
Na avaliação do arcebispo, a abertura do comércio aos domingos é injusta porque afasta funcionários do descanso merecido e das obrigações de cristãos. ''(A lei) Se configura como trabalho escravo, pois tira o direito natural à liberdade, já não sou livre para cumprir o direito do dia de descanso, de ir à minha igreja e orar com meus irmãos, mas tenho que descansar e orar quando a empresa determina'', comenta. Ele ainda afirma que o salário não irá compensar ''o dano causado às relações familiares''. (F.M.)





