IGPM em junho deve fechar em 1%
A inflação entre os dias 20 de maio e 21 de junho foi de 0,36%, de acordo com o Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM), divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). Com este índice, a previsão de inflação entre o início e o fim do mês passou de 0,50% para ‘‘em torno de 1%’’, nas projeções do chefe do Centro de Estudos de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV-RJ, Paulo Sidney Melo Cota.
A variação registrada pelo IGPM foi resultado da alta do dólar neste mês, que manteve-se perto da cotação de R$ 1,80 (ontem fechou em R$ 1,77), e do clima frio, que afetou a oferta de produtos agrícolas. Com a menor oferta, a queda do preço destes produtos no atacado, que estava acelerada até maio, quando chegou a -4%, ficou apenas em -0,17%. Os dois fatores provocaram uma alta de 0,33% no Índice de Preços por Atacado (IPA), de maior peso no cálculo do IGPM.
‘‘O que estava puxando a deflação era o IPA’’, afirmou Cota, ao lembrar o resultado de -0,29% do IGPM no mês de junho - fortemente pressionado pela queda de 0,70% dos preços do atacado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), que também são usados no cálculo do IGPM, tiveram altas de 0,33% e 0,24%, respectivamente. A inflação entre os dias 1º e 30 de junho, medida pelo Índice Geral de Preços de Disponibilidade Interna (IGPDI) da FGV-RJ, deve ficar por volta de 1% com a influência das tarifas públicas.

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