Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A inflação entre 21 de junho e 20 de julho foi de 1,55%, segundo o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGPM), divulgado ontem pelo Centro de Estudos de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). O resultado foi 1,19 ponto porcentual acima do IGPM de junho, por causa da entressafra de produtos agropecuários e do reajuste dos combustíveis, segundo o gerente da área de Índices Gerais do Ibre, Elivaldo Pereira.
Os preços no atacado, mais importantes para a formação do índice, também tiveram a maior alta, de 2,01% - 0,33 ponto porcentual acima do resultado do IGPM de junho. Os preços no varejo aumentaram 1,21%, contra o resultado de 0,24% no mês anterior. Apenas os preços do setor da construção civil, de menor peso no IGPM, recuaram, dos 0,88% no IGPM de junho para 0 41% no resultado divulgado ontem.
A redução da oferta dos produtos agrícolas provocou, no atacado, a alta de 4,39% dos bovinos no atacado, enquanto que o óleo diesel aumentou 9,18%. Foram os dois maiores aumentos de influência no Índice de Preços do Atacado (IPA), que mede a inflação neste segmento da economia, segundo Pereira.
No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acompanha a inflação no varejo, as tarifas públicas foram as responsáveis pela maior pressão no custo de vida, com os reajustes da energia elétrica (10,27%), gasolina (6,36%) e telefone (5,31%). A alta de 2,78% dos planos de saúde, de 2,23% do ônibus urbano, e de 9 15% do gás de bujão também influiu no IPC.
De acordo com o economista da FGV-RJ, a greve dos caminhoneiros, que provocou problemas no abastecimento de alimentos e combustíveis, não deve influenciar nos preços destes produtos, porque foi de curta duração. Pereira afirmou que a inflação dos próximos meses deve ser menor, por causa do fim do efeito dos reajustes das tarifas e do esperado aumento da oferta de produtos agrícolas.
O IGPM de julho foi o maior desde o registrado em maio, que ficou em 2,83%, como efeito da desvalorização do real em janeiro. A FGV-RJ continua a manter a previsão de inflgação de 8 a 10% no ano, pelo IPC, e de 12 a 13%, pelo Índice Geral de Preços.

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