IGP-M sobe para 0,88%
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu para 0,88% em janeiro, ante 0,61% em dezembro, sob pressão de aumentos de preços de produtos metalúrgicos no atacado, além de alimentos e matrículas e mensalidades escolares no varejo. ''Não há perigo de descontrole da inflação'', observou o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.
Para ele, apesar de ''algumas altas preocupantes'' apontadas no IGP-M, ''o Banco Central está tendo atitudes de precaução além do necessário'' ao justificar o temor de alta da inflação como motivo principal para não ter ocorrido queda da taxa básica de juros (Selic) em janeiro. Segundo ele, a alta da inflação foi forte no mês, mas os sinais preocupantes estão concentrados no setor metalúrgico e tendem a chegar a um limite.
Quadros ressaltou que os aumentos que estão sendo apurados no atacado vão chegar em porcentuais muito menores ao consumidor. ''Há um pouco de pressão inflacionária, mas não há sinais de descontrole da inflação. Não há perigo de descontrole da inflação'', disse.
O Índice de Preços por Atacado (IPA-M) subiu de 0,64% em dezembro para 0,98% em janeiro, especialmente por causa dos reajustes de produtos metalúrgicos, que acompanharam aumentos de preços internacionais. As altas de maior impacto no IPA ocorreram no minério de cobre (utilizado no setor de construção e eletroeletrônicos e com aumento de 21,6%) e ferro, aço e derivados (voltados para indústria automobilística e de eletrodomésticos, com 4,78%). Houve reajustes importantes, ainda, em latas para embalagem (8,69%).
Os produtos alimentícios, que têm peso menor no cálculo do índice do atacado, também aceleraram a alta. O grupo de legumes e frutas registrou alta de 15,89%, com destaque para o tomate (72,64%) e a manga (53%).
Os reajustes registrados no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) estiveram concentrados em produtos alimentícios e em matrículas e mensalidades escolares. O IPC-M dobrou a alta de dezembro (0,41%) para janeiro (0,84%). O Índice de Custo da Construção Civil (INCC-M) desacelerou a alta de 0,99% em dezembro para 0,28% em janeiro, por causa da ausência de impacto da mão-de-obra neste mês.


