Agência Folha
Do Rio de Janeiro
O IGP-M (Indice Geral de Preços do Mercado) de novembro alcançou 2,39%, a taxa mais alta desde março (2,83%), quando a economia ainda recebia o impacto da maxidesvalorização do real, em janeiro. O IGP-M de outubro foi de 1,70%. O índice de 2,39% foi medido entre os dias 21 de outubro e 20 de novembro.
A maior pressão foi do IPA (Indice de Preços no Atacado), que registrou elevação de 3,26%, contra 2,50% em outubro e 2,16% em setembro. Além da taxa em si, bem mais alta, o IPA tem o maior peso (60%) na composição do índice geral.
O IPC (Indice de Preços ao Consumidor), pesquisado no Rio e em São Paulo, com peso de 30%, atingiu 1,15%, bem acima dos índices de outubro (0,55%) e setembro (0,37%), mas inferior ao IPC da Fipe referente à terceira quadrissemana (1,32%).
Dos itens que compõem o IPC do IGP-M, o mais alto neste mês foi transportes, com 2,85%. Vestuário também registrou uma taxa alta (2,00%). Em seguida veio alimentação, com 1,32%, pressionado principalmente pelos preços das carnes, principalmente da bovina.
O outro componente é o INCC (Indice Nacional de Custo da Construção), com peso de 10%. Em novembro, o INCC ficou em 1,22%, contra 0,79% em outubro e 0,83% em setembro. Os materiais de construção subiram 2,12%, e a mão-de-obra, 0,26%.
No acumulado do ano, o IGP-M já alcança 17,97% e, nos últimos 12 meses, 18,50%. O IPA chegou a 26,06% no ano e 27,24% em 12 meses. O chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Sidney Cota, disse que o IPC deve apresentar redução em dezembro na comparação com este mês devido ao fim das pressões de alta nos itens alimentação, habitação e vestuário.
O item habitação apresentou alta de 0,72% principalmente devido ao reajuste de energia elétrica no Rio, fator inexistente em dezembro. Vestuário poderá apresentar deflação em dezembro.
O economista observou que o item transportes poderá ficar estável em dezembro devido ao fim das fortes altas dos óleos combustíveis (29,30%) e automóveis novos (2,80%) em novembro.
O INCC sentirá em dezembro o impacto do dissídio coletivo dos trabalhadores da construção civil em Belo Horizonte, a segunda região mais importante para o cálculo do IGP-M.
Cota projeta um IPC entre 0,60% e 0,80% para dezembro. Para o IGP-M do mês que vem, a previsão é de taxas entre 1,00% e 1,50%, fechando o ano em torno de 20%.
Em relação ao IGP deste mês, Cota afirmou que o índice deverá ultrapassar os 2,39% registrados no IGP-M. ‘‘O IGP-DI ainda vai pegar uma parte do mês com fortes pressões de alta.’’

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