Rio O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) fechou março em 1,53%, abaixo dos 2,28% de fevereiro e a menor taxa desde maio do ano passado (0,83%). Foi o quarto recuo sucessivo desde novembro, quando a taxa chegou a 5,19%. Apesar disso, a inflação permanece elevada, comparada ao ano passado: acumula alta de 6,27% no primeiro trimestre deste ano contra 0,51% no mesmo período de 2002.
A inflação captada pela família dos IGPs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) recuou do patamar acima de 2%, de um mês atrás, para a faixa de 1,5%. A evolução decorre da estabilização do dólar e da entrada da safra de grãos. O coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, acredita que o IGP-M de abril deverá ficar no mesmo patamar.
''A diminuição da inflação foi grande e todos os componentes do indicador tiveram reduções importantes'', disse Quadros. De fevereiro para março, a inflação no atacado recuou de 2,64% para 1,72%; no varejo de 1,62% para 1,10%; e na construção civil, de 1,6% para 1,38%. Nos últimos doze meses, o IGP-M acumula alta de 32,48%. A taxa de fevereiro do índice geral é a maior no mesmo mês desde 1999 (2,83%).
No atacado, o maior recuo foi registrado nos preços dos produtos agrícolas, que aumentaram 0,52%, metade da variação de fevereiro (1,07%). A redução de preços de 3,51% no subgrupo de cereais e grãos ajudou a reduzir a taxa. Já o de legumes e frutas jogou contra: aumentou 11,12% em março. No mesmo mês do ano passado, estes produtos haviam subido apenas 4%. O preço de animais e derivados, que recuara 0,79% em fevereiro, subiu para 1,36% em março.
Nos produtos industriais no atacado, 15 dos 18 gêneros pesquisados registraram variação de preços menor em março, e a inflação do grupo recuou de 3,27% para 2,20%, comparado a fevereiro. Quadros disse, contudo, que nos últimos dez dias alguns dos produtos industriais, cujos preços estavam ''adormecidos'', apresentaram leve crescimento. ''Provavelmente por conta da continuidade de alguns repasses e tentativa de recomposição de margens'', explica.
A variação de preços ao consumidor também recuou. Houve desaceleração em três dos grupos do varejo: educação, transportes e despesas diversas. No grupo de alimentação, a inflação no varejo passou de 2% em fevereiro para 1,93% em março. ''A variação nos preços dos alimentos continua elevada'', afirmou. Nos grupos de habitação, vestuário e saúde, a variação de preços foi maior.

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